Dificuldades comuns no começo da amamentação
Olá amoreszinhosssss ❤️✨
Quando você aquela cena linda de uma mãe amamentando seu bebê em uma bela poltrona, com um sorriso estampado no rosto, transmitindo a maior tranquilidado do mundo, a impressão é de que o aleitamento é algo simples e totalmente natural; um talento que já nasce com as mulheres. O que quase ninguém conta é que não: nem sempre funciona assim. As dificuldades, principalmente no início da vida do bebê, não são poucas e, por isso, boa parte das mães acaba desistindo de amamentar. Munir-se de informação e pedir ajuda quando necessário são atitudes fundamentais para conseguir encarar essa missão com serenidade. Nesse artigo separei pra você AS DIFICULDADES MAIS COMUNS NO COMEÇO DA AMAMENTAÇÃO, vem comigo !!!!
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| FOTO REPRODUÇÃO: BLOG EMILLY SILVA TODO DIA |
Os benefícios que a amamentação traz à mãe e ao bebê são bastante conhecidos. Além de todos os ganhos físicos (como o aumento da imunidade da criança, por exemplo), do ponto de vista psicológico, o vínculo entre eles é fortalecido, ocorre uma redução do efeito traumático de separação provocado pelo parto e o bebê aprende a se comunicar com o mundo externo.
No entanto, algumas vezes amamentar não é uma tarefa tão simples e prazerosa e podem surgir obstáculos que dificultam ou até interrompam esse processo. As causas dessas dificuldades podem ser inúmeras, de ordem fisiológica (como a mastite ou fissuras no seio, por exemplo), social ou emocional. Agitação, cansaço, estresse ou um ambiente não favorável também podem atrapalhar a amamentação.
Diante de situações como estas, muitas mães acabam se sentindo frustradas e desanimadas por não darem de mamar ao filho da maneira como esperavam. Elas recorrem a remédios, chás e dietas especiais, buscando a solução para seus problemas e, quando não encontram alternativas, podem se sentir culpadas, diminuídas ou desqualificadas em relação à maternidade.
As emoções afetam a lactação por meio de mecanismos psicossomáticos específicos, já que os hormônios do estresse inibem a ação dos hormônios responsáveis pela produção e descida do leite. Situações adversas que deixem a mãe emocionalmente abalada poderão levar ao fracasso da amamentação.
Quais as situações mais frequentes que dificultam ou impedem a amamentação?
Dor: Se a mulher tem dor ao dar de mamar, ela pode associar esse momento a algo extremamente desagradável, o que aumenta o estresse e a ansiedade nos horários das mamadas. É importante que ela converse com seu médico e busque ajuda e orientação.
Preocupações com o trabalho: Para algumas mulheres a ideia de permanecer afastada do trabalho pode ser preocupante. Algumas têm receio de serem dispensadas, outras são autônomas e não podem ficar longe de suas tarefas para não comprometer o orçamento familiar. Isso pode ocasionar um acúmulo de ansiedade e estresse que possivelmente irá influenciar na lactação. É importante que elas conversem com os colegas de trabalho para dividir as funções na tentativa de priorizar suas atividades, sem ficarem sobrecarregadas.
Preocupações com a casa: As atividades do dia a dia também podem ser muito estressantes, já que os cuidados com a limpeza da casa, com as roupas e com as refeições podem deixar a mulher mais cansada. Nesse momento, é importante que ela tenha com quem contar para dividir as tarefas.
Preocupações com outros filhos: Quando existem outros filhos, a mulher pode ficar preocupada com o ciúme entre irmãos e com a necessidade de dividir a atenção entre as crianças. Nessa hora, é fundamental a ajuda do companheiro (ou de outra pessoa que possa auxiliá-la) para ficar com as outras crianças enquanto a mulher está com o bebê. E vale lembrar que algumas vezes será mesmo necessário dividir a atenção entre os filhos, mas o amor de mãe sempre se multiplica.
Falta de apoio no relacionamento: O apoio é fundamental para a mulher nesse momento. Sentir-se acolhida, protegida e cuidada pode ajudar a mãe a ficar mais calma e segura para desempenhar suas atividades, sabendo que pode contar com o companheiro sempre que precisar. Questões referentes à sexualidade do casal também podem influenciar a amamentação, pois para algumas mulheres o papel de esposa não combina com o de mãe, geralmente destituído de sensualidade. O diálogo com o parceiro deve existir, para que o casal possa pensar junto sobre essas questões.
Medos: Ser mãe é uma responsabilidade imensa, isso não se discute. Por esse motivo, algumas mulheres sentem medo de não conseguir cuidar bem do filho ou de não dar conta das funções maternas. É importante que a família esteja atenta e procure encorajar a mulher, mostrando sempre suas qualidades como mãe.
Depressão Pós-Parto: Quando a mulher não consegue elaborar seus medos e ansiedade diante da maternidade, ela pode entrar em um quadro de Depressão Pós-Parto que provavelmente irá dificultar a amamentação. Nesse caso, é muito importante procurar ajuda médica e psicológica, pois muitas vezes o uso de medicação é recomendado. A compreensão e o apoio da família fazem toda a diferença na recuperação da mulher.
Família: Algumas mulheres sentem-se cobradas e julgadas diante de seus familiares que, na tentativa de ajudar, podem interferir em um momento que deveria ser da mãe e do bebê. Falam sobre a melhor posição, sobre o que comer, sobre cólica e até sobre o “leite fraco”. Isso pode passar à mãe uma mensagem de inadequação ou incapacidade para alimentar o filho. As atitudes críticas e desencorajadoras devem ser evitadas para que a mulher se sinta segura com a amamentação e com seu bebê.
Idealizações: É comum que as mulheres passem boa parte da gestação sonhando com o nascimento do bebê e fantasiando a respeito da amamentação e dos cuidados com ele. Isso pode gerar expectativas e, caso alguma coisa não saia exatamente conforme o planejado (o que geralmente acontece), surgem frustrações que podem desorganizar a mãe emocionalmente. É importante que a amamentação (assim como a maternidade) não seja idealizada, para que a mãe se permita conhecer seu bebê com o passar dos dias.
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